MURAIS SOBRE ROCHAS

Neste Monumento Natural observam-se conjuntos de gravuras rupestres de temática abstrata designadas por arte atlântica. Estima-se que estas gravuras tenham sido representadas entre o Neolítico (±5000 anos a.c) e a Idade do Ferro (±1000 anos a.c).

A principal característica da arte atlântica é o esquematismo, um estilo figurado no qual se representam os traços básicos de cada figura, tornando-se os elementos gráficos em meros rascunhos, mas sem perderem os traços mínimos de identificação.

Na praia de Fornelos distinguem-se 3 painéis gravados. No painel 1, existente na frente subvertical virada a sul do afloramento granítico, gravaram-se diversos cavalos em movimento, quase todos orientados para nascente, estando alguns montados e outros sugerindo o transporte de carga. No painel 2, na frente subvertical virada a este, há um canídeo. Por último no painel 3, na frente subvertical virada a oeste, gravaram-se cavalos e cavaleiros e um antropomorfo, cujos braços erguidos, assinala um orante.

No extremo norte do promontório de Montedor, aflora um conjunto de blocos graníticos, aos quais foi atribuída a denominação de Sinadora. Aqui inscrevem-se círculos concêntricos, composições circulares, algumas delas com central e apêndices, e o que parecem ser reticulados, cuja a simbologia é de difícil interpretação, existindo apenas algumas premissas teóricas, que incidem essencialmente no ambiente envolvente – o mar, os rios, o relevo e toda a sua interação.


Referências Bibliográficas:

Bettencourt, A. (2009). Entre os montes e as águas: ensaio sobre a percepção dos limites na pré-história da faixa costeira entre o Minho e o Lima (NW português), A.M.S. Bettencourt & L.B. Alves (eds.) Dos montes, das pedras e das águas. Braga:CITCEM/APEQ: 131-162

Neste Monumento Natural observam-se conjuntos de gravuras rupestres de temática abstrata designadas por arte atlântica. Estima-se que estas gravuras tenham sido representadas entre o Neolítico (±5000 anos a.c) e a Idade do Ferro (±1000 anos a.c).

A principal característica da arte atlântica é o esquematismo, um estilo figurado no qual se representam os traços básicos de cada figura, tornando-se os elementos gráficos em meros rascunhos, mas sem perderem os traços mínimos de identificação.

Na praia de Fornelos distinguem-se 3 painéis gravados. No painel 1, existente na frente subvertical virada a sul do afloramento granítico, gravaram-se diversos cavalos em movimento, quase todos orientados para nascente, estando alguns montados e outros sugerindo o transporte de carga. No painel 2, na frente subvertical virada a este, há um canídeo. Por último no painel 3, na frente subvertical virada a oeste, gravaram-se cavalos e cavaleiros e um antropomorfo, cujos braços erguidos, assinala um orante.

No extremo norte do promontório de Montedor, aflora um conjunto de blocos graníticos, aos quais foi atribuída a denominação de Sinadora. Aqui inscrevem-se círculos concêntricos, composições circulares, algumas delas com central e apêndices, e o que parecem ser reticulados, cuja a simbologia é de difícil interpretação, existindo apenas algumas premissas teóricas, que incidem essencialmente no ambiente envolvente – o mar, os rios, o relevo e toda a sua interação.


Referências Bibliográficas:

Bettencourt, A. (2009). Entre os montes e as águas: ensaio sobre a percepção dos limites na pré-história da faixa costeira entre o Minho e o Lima (NW português), A.M.S. Bettencourt & L.B. Alves (eds.) Dos montes, das pedras e das águas. Braga:CITCEM/APEQ: 131-162

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Coordenadas

Lat: 41,7528486

Long: -8,8793968

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MURAIS SOBRE ROCHAS

Segundo Bettencourt (2009), parece ser possível relacionar a arte atlântica e as ações que lhes são inerentes com o movimento das águas fluviais (desde as suas nascentes até à foz) e dos mares, e com os lugares liminares entre as águas, a terra e o céu, numa cosmovisão que daria especial relevo ao encontro destes diferentes elementos. Neste contexto, as fozes e os estuários dos rios Minho e Lima teriam sido lugares de significação simbólica de grande importância coletiva por serem, simultaneamente, locais onde se encontram as águas dos mares com as dos rios e as águas com a terra. Toda a fachada litoral entre os rios Lima e Minho, terá sido um cenário igualmente relevante no universo simbólico das populações pré-históricas.

Referências e artigos científicos

BETTENCOURT, A.M.S. 2009. “Entre os montes e as águas: ensaio sobre a percepção dos limites na pré-história da faixa costeira entre o Minho e o Lima (NW português)”. In: A.M.S. Bettencourt & L.B. Alves (eds.) Dos montes, das pedras e das águas. Formas de interação com o espaço natural da pré-história à atualidade.

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