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Cristas Quartzíticas do Campo Mineiro de Folgadoiro-Verdes

Os depósitos minerais e o património geomineiro

Segundo Carvalhido (2016) este monumento natural estabelece-se entre o v.g. do Folgadoiro e a cumeada da Serra de Amonde, a ocidente (1025 ha). É uma área-chave para observação dos maciços de Sta Luzia, Perre e Arga, nomeadamente os retalhos conservados das principais superfícies de aplanamento. A área é constituída por dois geossítios: o geossítio do Campo Mineiro de Folgadoiro-Verdes e a Mina de Cassiterite do Rexisco. Relativamente ao primeiro geossítio (a área do monumento natural estende-se às concessões do Alto da Bouça da Breia e Campo da Corte, Serra de Amonde), destaca-se a Mina do Alto de Bouça da Breia (concessão Alto da Bouça da Breia e Folgadoiro) com atividade, segundo Alves (2014) sobre 9 corpos filonianos, um dos quais de quartzo hidrotermal, com teores em W e Au 4 significativos, sendo os restantes mineralizados pela Cassiterite. Foram reconhecidas escavações antigas sobre a área desta concessão, atribuídas à lavra romana (eg. poços romanos). Para além do relevante património mineiro, com interesse geocultural, mineralógico e petrográfico, realçam-se os relevos residuais das cristas quartzíticas da Serra de Amonde, e com interesse tectónico, o Carreamento de Vila Verde (carreamento basal parautóctone-autoctone). O geossítio da Mina de Cassiterite do Rexisco corresponde à Mina de Tourim (concessão em 1947), no Lugar de Tourim-Amonde, reconhecendo-se atividade extrativa neste setor desde o período romano (Alto da Bouça da Breia – Folgadoiro – Folgadoura e Campo da Corte). Constitui uma mina com duas galerias subperpendiculares, uma com cerca de 120 m (N-S) e outra (E-W, extensão desconhecida), desenvolvida em dois andares. A mina está talhada em rocha, sem escoramento. As bocas de mina estão fechadas (gradeamento e/ou entulho) para impedir acesso não regulado. Da mina extraía-se minério de Sn (Cassiterite), mas também ouro instalado em veios hidrotermais e brechas hidráulicas, que se reconhecem nas paredes das galerias. São galerias de invulgar beleza, um exemplo de património mineiro raro e em excelente estado de conservação, que urge classificar e reabilitar para uso científico, turístico e educativo. Na área do geossítio ocorrem afloramentos da Unidade do Minho Central (Torre-Amonde) de xistos cinzentos com alternância de metassiltitos e filitos, com sulfuretos (Silúrico) (Meireles et al., 2014).


Referências Bibliográficas:

Carvalhido (2016). Memória descritiva sobre os interesses geológicos conservados nos geossítios propostos para classificação. Câmara Municipal de Viana do Castelo.

Alves, R. M. (2014). Contribuição para um sistema de gestão integrada de sítios mineiros do NW de Portugal. Tese de Doutoramento, Universidade do Minho.

Meireles, C.; Pamplona, J. & Castro, P. (2014). Lito e tectono-estratigrafia da Unidade do Minho Central e Ocidental: uma proposta de reclassificação. Comunicações Geológicas (2014) 101, Especial I, 269-273.

Segundo Carvalhido (2016) este monumento natural estabelece-se entre o v.g. do Folgadoiro e a cumeada da Serra de Amonde, a ocidente (1025 ha). É uma área-chave para observação dos maciços de Sta Luzia, Perre e Arga, nomeadamente os retalhos conservados das principais superfícies de aplanamento. A área é constituída por dois geossítios: o geossítio do Campo Mineiro de Folgadoiro-Verdes e a Mina de Cassiterite do Rexisco. Relativamente ao primeiro geossítio (a área do monumento natural estende-se às concessões do Alto da Bouça da Breia e Campo da Corte, Serra de Amonde), destaca-se a Mina do Alto de Bouça da Breia (concessão Alto da Bouça da Breia e Folgadoiro) com atividade, segundo Alves (2014) sobre 9 corpos filonianos, um dos quais de quartzo hidrotermal, com teores em W e Au 4 significativos, sendo os restantes mineralizados pela Cassiterite. Foram reconhecidas escavações antigas sobre a área desta concessão, atribuídas à lavra romana (eg. poços romanos). Para além do relevante património mineiro, com interesse geocultural, mineralógico e petrográfico, realçam-se os relevos residuais das cristas quartzíticas da Serra de Amonde, e com interesse tectónico, o Carreamento de Vila Verde (carreamento basal parautóctone-autoctone). O geossítio da Mina de Cassiterite do Rexisco corresponde à Mina de Tourim (concessão em 1947), no Lugar de Tourim-Amonde, reconhecendo-se atividade extrativa neste setor desde o período romano (Alto da Bouça da Breia – Folgadoiro – Folgadoura e Campo da Corte). Constitui uma mina com duas galerias subperpendiculares, uma com cerca de 120 m (N-S) e outra (E-W, extensão desconhecida), desenvolvida em dois andares. A mina está talhada em rocha, sem escoramento. As bocas de mina estão fechadas (gradeamento e/ou entulho) para impedir acesso não regulado. Da mina extraía-se minério de Sn (Cassiterite), mas também ouro instalado em veios hidrotermais e brechas hidráulicas, que se reconhecem nas paredes das galerias. São galerias de invulgar beleza, um exemplo de património mineiro raro e em excelente estado de conservação, que urge classificar e reabilitar para uso científico, turístico e educativo. Na área do geossítio ocorrem afloramentos da Unidade do Minho Central (Torre-Amonde) de xistos cinzentos com alternância de metassiltitos e filitos, com sulfuretos (Silúrico) (Meireles et al., 2014).


Referências Bibliográficas:

Carvalhido (2016). Memória descritiva sobre os interesses geológicos conservados nos geossítios propostos para classificação. Câmara Municipal de Viana do Castelo.

Alves, R. M. (2014). Contribuição para um sistema de gestão integrada de sítios mineiros do NW de Portugal. Tese de Doutoramento, Universidade do Minho.

Meireles, C.; Pamplona, J. & Castro, P. (2014). Lito e tectono-estratigrafia da Unidade do Minho Central e Ocidental: uma proposta de reclassificação. Comunicações Geológicas (2014) 101, Especial I, 269-273.

Localização

Entre as serras de Santa Luzia (a oeste) e de Arga (a leste).

Coordenadas

Lat: 41,7645545

Long: -8,7437119

Legenda
Tema
Ponto de interesse

Temas

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Recuperação Ecológica

Pelo Presidente da Câmara foi apresentada a proposta que seguidamente se transcreve:- "PROPOSTA - Protocolo de Cooperação no âmbito do Progama de Reabilitação de Áreas Classificadas do concelho de Viana do Castelo - Responsabilidade ambiental no âmbito das áreas classificadas do concelho de Viana do Castelo"

-No âmbito da Estratégia Municipal para a Conservação da natureza, plano inscrito na Agenda de Ambiente e Biodiversidade em curso para o quadriénio 2017-2021, a Câmara Municipal elaborou o Programa de Reabilitação Ecológica das Áreas Classificadas do concelho, nesta 1ª fase, com incidência em 5 dos 13 Monumentos Naturais, áreas únicas para o conhecimento da história geológica da Península Ibérica desde há mais de 500 milhões de anos e que fazem parte da candidatura que o Município está a preparar para reconhecimento de território Geoparque Mundial da UNESCO. Viana do Castelo é um território rico do ponto de vista do Património Natural e Cultural, com cerca de 4.800 hectares especificamente designados para a proteção de habitats da fauna e da flora (3 sítios de importância comunitária da Rede Natura 2000), sendo o único concelho do país com o inventário do património geológico concluído e devidamente classificado com 13 monumentos naturais, perfazendo uma área total de cerca de 2.832 hectares. O programa de recuperação que foi elaborado sustentou uma candidatura ao PO SEUR, com aprovação do valor global de investimento de 500 mil euros, financiado a 85%, com implementação em 2020 e 2021. As intervenções de recuperação ecológica que se pretendem realizar preveem ações de erradicação e controlo de espécies exóticas, principalmente de Acacia dealbata (Mimosa), Acacia longifolia (Acácia-de-espigas) e Acacia Melanoxylon (Austrália), Carpobrotus edulis (chorão das praias), Arundo donax (cana gigante), Trandescantia fluminencis (erva-da-fortuna ou tradescância) e Cortaderia selloana (erva das pampas ou plumas). Para além destas ações, sustentadas num inventário exaustivo realizado pelo Município para aquelas espécies, o programa inclui ações de promoção de literacia científica à população e a densificação da estratégia de Ciência Cidadã do Município, alargando a plataforma Bioregisto à cartografia de vegetação invasora, em colaboração com o Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra (invasoras.pt). Complementarmente, estão previstas ações de plantação nas áreas a intervencionar ecologicamente, nomeadamente espécies nativas como o Carvalho, o Pinheiro, o Pilriteiro, a Azinheira, a Bétula ou a Urze, entre outras, no âmbito do Ano Municipal da Recuperação da Floresta Nativa Portuguesa, atualmente em curso. Por forma a garantir a perenidade do sucesso da intervenção e o investimento realizado, o programa de reabilitação prevê o envolvimento do tecido social e empresarial, e no âmbito da responsabilidade ambiental das instituições, por forma a que estas se possam responsabilizar pela manutenção da qualidade ecológica do todo ou de partes das áreas classificadas do concelho de Viana do Castelo. O programa de reabilitação ecológica das áreas classificadas de Viana do Castelo - 1ª fase - foi realizado com a colaboração das Juntas de Freguesia de Afife, Carreço, Darque, Vila Nova de Anha e de Santa Marta de Portuzelo, e ainda com as Uniões de Freguesia de Mazaferes e Vila Fria e União de Freguesias de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela. Foram igualmente parceiras a Associação de Caçadores de Vila Nova de Anha e a Comissão Diretiva dos Baldios da Montaria.

Pelo Presidente da Câmara foi apresentada a proposta que seguidamente se transcreve:- "PROPOSTA - Protocolo de Cooperação no âmbito do Progama de Reabilitação de Áreas Classificadas do concelho de Viana do Castelo - Responsabilidade ambiental no âmbito das áreas classificadas do concelho de Viana do Castelo"

-No âmbito da Estratégia Municipal para a Conservação da natureza, plano inscrito na Agenda de Ambiente e Biodiversidade em curso para o quadriénio 2017-2021, a Câmara Municipal elaborou o Programa de Reabilitação Ecológica das Áreas Classificadas do concelho, nesta 1ª fase, com incidência em 5 dos 13 Monumentos Naturais, áreas únicas para o conhecimento da história geológica da Península Ibérica desde há mais de 500 milhões de anos e que fazem parte da candidatura que o Município está a preparar para reconhecimento de território Geoparque Mundial da UNESCO. Viana do Castelo é um território rico do ponto de vista do Património Natural e Cultural, com cerca de 4.800 hectares especificamente designados para a proteção de habitats da fauna e da flora (3 sítios de importância comunitária da Rede Natura 2000), sendo o único concelho do país com o inventário do património geológico concluído e devidamente classificado com 13 monumentos naturais, perfazendo uma área total de cerca de 2.832 hectares. O programa de recuperação que foi elaborado sustentou uma candidatura ao PO SEUR, com aprovação do valor global de investimento de 500 mil euros, financiado a 85%, com implementação em 2020 e 2021. As intervenções de recuperação ecológica que se pretendem realizar preveem ações de erradicação e controlo de espécies exóticas, principalmente de Acacia dealbata (Mimosa), Acacia longifolia (Acácia-de-espigas) e Acacia Melanoxylon (Austrália), Carpobrotus edulis (chorão das praias), Arundo donax (cana gigante), Trandescantia fluminencis (erva-da-fortuna ou tradescância) e Cortaderia selloana (erva das pampas ou plumas). Para além destas ações, sustentadas num inventário exaustivo realizado pelo Município para aquelas espécies, o programa inclui ações de promoção de literacia científica à população e a densificação da estratégia de Ciência Cidadã do Município, alargando a plataforma Bioregisto à cartografia de vegetação invasora, em colaboração com o Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra (invasoras.pt). Complementarmente, estão previstas ações de plantação nas áreas a intervencionar ecologicamente, nomeadamente espécies nativas como o Carvalho, o Pinheiro, o Pilriteiro, a Azinheira, a Bétula ou a Urze, entre outras, no âmbito do Ano Municipal da Recuperação da Floresta Nativa Portuguesa, atualmente em curso. Por forma a garantir a perenidade do sucesso da intervenção e o investimento realizado, o programa de reabilitação prevê o envolvimento do tecido social e empresarial, e no âmbito da responsabilidade ambiental das instituições, por forma a que estas se possam responsabilizar pela manutenção da qualidade ecológica do todo ou de partes das áreas classificadas do concelho de Viana do Castelo. O programa de reabilitação ecológica das áreas classificadas de Viana do Castelo - 1ª fase - foi realizado com a colaboração das Juntas de Freguesia de Afife, Carreço, Darque, Vila Nova de Anha e de Santa Marta de Portuzelo, e ainda com as Uniões de Freguesia de Mazaferes e Vila Fria e União de Freguesias de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela. Foram igualmente parceiras a Associação de Caçadores de Vila Nova de Anha e a Comissão Diretiva dos Baldios da Montaria.

A manutenção e recuperação ecológica deste Monumento Natural está a cargo de:
bmviv

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